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terça-feira, 15 de maio de 2012

Capitulo 51

Narrado em terceira pessoa.

- Mas como você é nostálgico não é? - Emanuela disse. 
- Do que você está falando?
- Desse lugar! Olha onde você me trouxe! 
- O que houve aqui?
- Nosso primeiro beijo. Luan, a historia não vai se repetir. E se você acha que vai falar um monte de coisas e eu vou achar lindo, esquece. A Manu se foi, mais uma vez, e dessa vez, foi pra sempre.
- Da outra vez você também disse que era pra sempre, mas eu mudei tudo.
- Dessa vez isso não vai acontecer. E fala logo o que você quer.
- Você pode só me dizer o que houve depois daquele dia?
- Nada demais.
- O que aconteceu com você Emanuela? Eu te procurei tanto, mas você sumiu do mapa. Nem no noivado da Tabita e do seu irmã você estava.
- Eles... Estão noivos?
- Em que mundo você viveu esse ano todo?
- Por ai...
- Por ai aonde Emanuela?
- Por que você quer saber?
- Eu preciso. Esse tempo tudo fiquei atrás de você. Emanuela, olha pra mim. 
Emanuela olhou, no fundo dos seus olhos e o clima já estava instalado. Aos poucos eles se aproximaram e seus lábios se encontraram, como se fosse a primeira vez. Uma onda percorreu o corpo de ambos, e aproveitaram o momento, até ficarem sem folego. Emanuela cortou o beijo, virando pra janela e deixando algumas lagrimas caírem.
- Depois que desliguei o telefone voltei pro hotel e fugi. Você sabia que tomaria essa atitude. Vaguei pelo pais por uns dias, até conseguir sair de lá sem meu passaporte e nem autorização. De lá foi pra Itália, Suíça, Alemanha, Polônia, e depois Rússia. Fiquei nessa sozinha, até virar maior e conseguir um visto americano. Morei nos Estados Unidos meus últimos anos, sozinha. Fiz alguns colegas pelo caminho, mas não me apeguei em nenhum. Todos os dias senti falta de verdade e sinceridade. E do amor. Por conta disso Luan, voltei a ser a mesma pessoa de antes. E você não devia ter feito isso. Esse beijo não é sincero, nem da minha parte nem da sua. 
- Você está acostumada à beijos não sinceros. - Foi a unica coisa que Luan conseguiu dizer.
- Não vindos de você. Luan, eu nunca mais procurei vocês, por que não queria os encontrar. Nem você, nem Tabita, nem Caio nem essa maldita empresa que minha mãe deixou. 
- Então vai embora de uma vez Emanuela. - Luan deixou uma lagrima cair. - Por que eu não aguento mais sofrer por você. Sabe por que? Por que eu sou um idiota e ainda te amo. 
- Eu vou embora, fica tranquilo, pra sempre. Obrigado por tudo que já fez por mim. - Dizendo isso ela lhe deu um beijo no rosto. 
Ele não sabia se a ultima frase foi ironia ou verdade, somente deixou ela ir. Emanuela desceu do carro e andou com aquele seu rebolado até a ponta da estrada. Estava passando um carro que diminuiu a velocidade e ela começou a falar com o motorista, subindo nele em seguida e logo sumindo de vista. Luan ficou pasmo.
- Louca.

Amooores, e ai? Com pressa. Prometo postar amanhã, vou escrever hoje já kkk Desculpa a demora e fui. Beijoooooooos ;*

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Capitulo 50

- Nossa, assim que eu gosto. Homem de atitude. - Emanuela disse ainda de costas, sem saber quem era. 
Eu segurava forte em sua cintura, aquilo estava me matando. Um misto de saudade, medo, amor, raiva, ciumes e mais umas cinco emoções que nem sei definir.
- Pois é Emanuela, a vida é feita de atitude. E eu só tento, entender as suas. - Disse bem próximo de seu ouvido. 
A senti enrijecer. 
- Será que você pode me explica - las? Mas não precisa ser todas, só as de um ano pra cá.
Ela não disse nada, somente, puxou meu braço da cintura dela e se afastou, mas a segurei novamente, a virando pra mim.
- Me larga Luan! 
- Não! Você sabe que temos que conversar!
- Não temos não.
- Temos Emanuela, e eu não vou deixar você escorregar de mim novamente.
- O que quer conversar? Como você me fez viajar pra se ver longe de mim? 
- Não haja como se fosse o culpado de tudo.
- Não é. Divide essa culpa com a Tabita.
- Não Emanuela, e é isso que você tem que entender. 
- Não tenho que entender nada!
- Tem, e você vai me escutar. Vai ser agora! Você não sabe quanto tempo passei pensando em como você estava, aonde ou o que tinha acontecido com você. Não sabe quanto tempo realmente achei que tivesse culpa de algo e me martirizava por isso. Você não sabe cada noite que chorei por você e nem cada segundo que pensei em tudo que aconteceu durante todo esse ano que você sumiu do mapa, muito menos sabe o quanto esperei esse encontra achando que ele nunca fosse acontecer e nem o quanto procurei você. Eu mereço uma explicação Emanuela, e você não vai me tirar isso. - Desabafei tudo que estava engasgado. - Você me deve isso Emanuela e eu estou cobrando.
Ela me olhou por alguns segundos, e depois abaixou a cabeça a virou pros lados. Amoleceu sua postura e eu fui a soltando quando vi que ela não reagiria mais.
- Eai?
- Tudo bem, a gente pode conversar. - Ela dizia ainda sem olhar pra mim.
- Vem, vamos sair daqui. - Disse dando passagem para ela, mas ela não se moveu.
- Pra onde vamos?
- Vai logo Emanuela.
- Você não manda mais em mim Luan.
- Anda logo por favor? 
Ela bufou e passou, eu a segui até fora da boate. Pedi meu carro e ela entrou, como da primeira vez que sai com ela de uma balada, não pude deixar de lembra disso. Segui os mesmo caminho de mais ou menos um ano e meio atrás, e ela bufou ao perceber. Parei no mesmo local, uma rua deserta e o silencio de fora do carro combinava com o de dentro, nada se ouvia.

Amooores, é isso, desculpa demora. Desculpa mesmo. Estou pra postar faz dois dias, mas não estava conseguindo fazer o finalzinho. Bom, é isso. Beijoooos e posto depois de comentários... Está curto, eu sei, mas to sem tempo hoje, foi o que deu pra fazer... O próximo prometo postar logo e grande ok?

sábado, 5 de maio de 2012

Capitulo 49

Dedicado a Aninha Furquim, por que ela fica me enchendo para postar. Com toda a razão claro, sou lerda demais kkkk ;)


Narrado por Luan.

Um ano depois...

Peguei meu carro e sai de casa. Tinha marcado com uns amigos num camarote fechado de uma balada eletrônica aqui em Londrina mesmo. Cheguei e fui direto pra onde tínhamos marcado. Um dele, estava lá, enquanto outros percebi que tinham descido pro andar de baixo.
- Oi cara. - Disse cumprimentando ele com a mão. - Oi linda. - Disse para uma menina abraçada com ele.
Ela disse que ia pegar uma bebida e saiu.
- Eai? O pessoal já chegou?
- A maioria não. 
- Quem é? - Disse me referindo a garota.
- Linda né? Uma gata que eu conheci esses dias. 
- Linda. Muitas gatas aqui? - Disse rindo e olhando para a pista.
- Bastante. - Ele riu.
Agora eu não namorava mais, só ficava. Estava só curtindo, sem querer saber de me apaixonar. Um ano havia se passado desde a ultima vez que falei com ela.

Flash Back on

- Como eu pude achar que podia confiar em um homem novamente? Luan, eu achei que você fosse diferente, mas não presta da mesma forma que todos os outros.
- Emanuela, para. Não fala isso pra mim, por que eu não mereço ouvir. 
- Não merece? Luan, você me convenceu a vir. Se não fosse você eu não tinha vindo. Você me jogou na armadilha Luan! Não sei o que é pior, sua traição ou da Tabita. 
- De nenhum, mas sim do seu irmão. Ele planejou tudo, ele nos convenceu a te impulsionar a ir nessa maldita viagem. Ele fez minha cabeça, apelando por esse meu AMOR IDIOTA! 
- Nossa, que amor Luan.
- Não debocha de mim Emanuela. Você não sabe metade do que eu estou sentindo. Quando percebi o que ele estava fazendo, era tarde demais. Mas não... Eu tive que deixar levar pela frase: " Se você a ama, sabe o que é melhor pra ela". - Luan dizia com raiva. - É dele que você tem que ficar com raiva Emanuela, não de nós. Mas quer saber? O que você está me cobrando? Você não me ama Emanuela.
- Quer saber de uma coisa? Nunca MAIS OLHA NA MINHA CARA! NUNCA MAIS APAREÇA NA MINHA FRENTE! NUNCA MAIS OUVIU? NUNCA MAIS!

Flash Back off

Eu procurava  não pensar nela, e nem no que houve aquele dia. Nunca mais tive noticias dela, nem de Tabita. Elas tinham saído daqui e nunca mais voltaram a me procurar. Sabia que tinha errado com ela, mas foi por que achei que fosse o melhor. Simplesmente segui minha vida. Os primeiro dias foram os piores. Queria noticias e por muitas vez, procurei no Google. Não era difícil, sua família era de nome, assim como a empresa que o irmão agora comandava. Se quisesse, acho que saberia a onde encontra -la. Pelo menos foi assim nos primeiros dias, até seu nome sumir até da empresa. Ninguém mais falava em Emanuela, parecia que ela não existia mais. Até pensei em ir até Paris, onde era a sede da empresa agora, mas depois desisti, pensando em como seria esse encontro. Fiquei sabendo que Tabita e Caio estavam noivos, mas nem nas fotos do noivado vi Emanuela. Então parei de procurar. Fui uma decisão difícil, no começo eu olhava as vezes ainda, até ir parando aos poucos. Mas não deixei de ama - la, somente desisti e guardei o amor bem no fundo do peito, camuflado entre outros sentimentos. nunca mais cheguei a pensar nele, até hoje, quando antes de me arrumar pra sair, deixei cair uma caixa do meu guarda roupa com as lembranças dela sem querer. Estava somente observando, com o pensamento nela, quando uma amiga nossa que eu ficava as vezes chegou meu cumprimentando.
- Ei, o que foi Lu?
- Nada, vem, vamos dançar?
Ela sorriu e me acompanhou. Não deu muito tempo e já estávamos ficando, fora da pista de dança. Ela era unica que eu havia ficado mais de uma vez depois de Manu, eu confiava nela. Me sentia bem ao seu lado. Abracei ela forte depois do beijo.
- Você está bem? Estou te sentindo meio perturbado hoje. - Disse sorrindo e retribuindo meu abraço.
- Estou bem, acho que vou pegar algo pra beber, você quer?
- Quem vai dirigir de volta hoje?
- O Lucas.
- Eu quero, o de sempre, pega pra mim?
- Pego.
Sai em direção ao bar andando e observando tudo. Tinha algumas pessoas, mas nada lotado. Era bom lotado, mas tinha que dar pra andar né? Comecei a observar as pessoas depois que fiz o pedido das bebidas e chacoalhei a cabeça depois que achei que tivesse vendo coisas. Olhei novamente e me assustei, realmente era ela, pude reviver todas as vezes que encontrava ela nas baladas antes do nosso namoro. Ela dançava no meio de uma roda de homens, todos babando por ela. O garçom me chamou e eu desviei o olhar por alguns segundo, pagando as bebidas e as pegando. Voltei meu olhar para ela e depois sai, procurando Mateus. Antes de avista - lo, achei Camila, minha amiga. 
- Demorou...
- Mila, eu acho que eu vi a Emanuela. - Disse lhe passando a bebida.
- Eu sabia que era ela Luan. Ei, esquece isso Lu, a menina sumiu, ela não está aqui. A ultima vez que teve noticias dela, ela estava na França, e isso faz um ano. Relaxa Luan. - Ela disse me abraçando e beijando meu pescoço.
- Eu não consigo, eu vi ela Mila.
- Coisa da sua cabeça. 
- Tenho certeza que não é. Cade o Mateus?
- Não sei Lu. 
- Eu já volto, fica aqui.
- Vai atrás dela? Luan! 
- Você mais que ninguem me entende. Você sabe do que eu estou falando.
- Não, não sei. A menina te desprezou, sumiu por um ano.
- Ela teve motivos.
- Luan, ela nunca te amou.
Olhei para ela e sai. Ela sabia que tinha me magoado.
- Desculpa Lu, eu não quis dizer isso. Eu to falando pro seu bem, não quero te ver sofrer de novo pro ela. - Ela disse indo atras de mim e puxando meu braço.
- Eu sei, eu sei que não é por mal, mas me entende, por favor? Ficou muita coisa sem resolver, ficou tudo inacabado.
Ela soltou meu braço e sorriu. 
- Boa sorte. 
Sorri e lhe dei um beijo no rosto. Sai a procura de Mateus. O avistei abraçado com a mesma menina de antes. Fui até eles e o puxei pelo braço. Ela se assustou e me olhou estranho. 
- Desculpa, eu já devolvo, é importante. - Disse em seu ouvido, a musica estava alta.
Puxei ele até um local ali perto, com menos barulho.
- Ficou louco Luan?
- A Emanuela está aqui cara.
- Eu vi.
- É ela mesmo?
- É. Até assustei. Perguntei pra aquele meu amigo, que está aqui também, e conhece ela, ele disse que ela voltou, e faz uns três dias que vem aqui.
- Eu vou falar com ela. - Disse já saindo. - E não se preocupa comigo pra voltar, eu to de carro. Vou resolver tudo de um vez por todas, quero saber o que aconteceu com ela nesse ano todo.
- Não é melhor esperar, pensa antes?
- Não, se não for agora, eu não acho mais ela. Essa menina escorrega como nenhuma outra. Posso nunca mais achar ela.
- Tudo bem, mas você pode dirigir?
- Posso, não bebi. Cheguei a comprar, mas nem sei a onde deixei.
- Ta, depois a gente conversa. 
- Tudo bem, e não esquece da Mila, leva ela pra mim?
- Levo. Tchau.
- Tchau.
Sai procurando ela e a encontrei no mesmo lugar, pista de dança com alguns em volta. Respirei fundo e me aproximei, grudando nela e a puxando para fora da pista, sem ela perceber que era eu.


Amooores, postando. Bom, é isso hoje. Desculpa a demora. Bom, é isso, e agora? O que acharam? Tomou um rumo diferente não tomou? Bom, é isso. Beijos ;*

domingo, 29 de abril de 2012

Capitulo 48

- Manu...
- Anda Luan... Você sabia?
- Sabia.
Emanuela riu alto, ironicamente.
- Como eu pude achar que podia confiar em um homem novamente? Luan, eu achei que você fosse diferente, mas não presta da mesma forma que todos os outros.
- Emanuela, para. Não fala isso pra mim, por que eu não mereço ouvir. 
- Não merece? Luan, você me convenceu a vir. Se não fosse você eu não tinha vindo. Você me jogou na armadilha Luan! Não sei o que é pior, sua traição ou da Tabita. 
- De nenhum, mas sim do seu irmão. Ele planejou tudo, ele nos convenceu a te empulsionar a ir nessa maldita viagem. Ele fez minha cabeça, apelando por esse meu AMOR IDIOTA! 
- Nossa, que amor Luan.
- Não debocha de mim Emanuela. Você não sabe metade do que eu estou sentindo. Quando percebi o que ele estava fazendo, era tarde demais. Mas não... Eu tive que deixar levar pela frase: " Se você a ama, sabe o que é melhor pra ela". - Luan dizia com raiva. - É dele que você tem que ficar com raiva Emanuela, não de nós. Mas quer saber? O que você está me cobrando? Você não me ama Emanuela.
- Quer saber de uma coisa? Nunca MAIS OLHA NA MINHA CARA! NUNCA MAIS APAREÇA NA MINHA FRENTE! NUNCA MAIS OUVIU? NUNCA MAIS!
Emanuela grita e desligou o celular. Ela não acreditava no que lhe estava acontcendo. Ficou vagando por algumas horas, seu celular tocou algumas vezes, todas Luan ou Tabita. Ainda era madrugada quando entrou no quarto no irmão e pegou dinheiro que ele guardava na bolsa, uma boa quantia. Arrumou todas suas coisas, mas colocou dentro de uma mochila somente o essencial. Vestida com poderosas roupas de rockeira, ela saiu do hotel com uma bolsa nas costas e coragem. Ia seguir sua vida agora, num pais diferente e sozinha. Quebrou a cara uma vez com o amor, e agora tinha acontecido de novo.

Amoooores, postando *o* Bom e agora? Estava na cara que a Emanuela ia querer o barraco com o Luan né? Eu também quebrava kkkk Com a Tabita também, tadinha ;x Mas fiquem triste não e confiem em mim. Chegando ao fim, mais uns 10 capitulo... ou um pouco mais. Bom prometo que vai abafar viu? Posto depois de 7 comentários...

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Capitulo 47

- Emanuela, calma. 
- Não! PODE FALAR AGORA CAIO!
- Emanuela, senta, respira.
- Não! - Tabita olhava a cena assustada, de uma canto do quarto.
- Você não vai voltar, por enquanto.
- Mas é claro que vou. Agora. - Emanuela falou, indo até a bolsa de Caio e procurando nele seu passaporte.
- Não está ai Manu. E outra, aqui sou seu responsável, você não vai a lugar nenhum sem eu estar junto.
- Não me chama de Manu! Pra você é EMANUELA. - Ela dizia chorando.
- Desculpa, é pro seu bem. Vai fazer bem você ficar aqui por um tempo e...
- NÃO! Você não sabe o que é o melhor pra mim.
- Ta acontecendo muita coisa lá, e...
- Você não tinha o direito Caio! E você tata? Ajudou ele? Eu não acredito.
- Amiga, não. Eu não queria, mas vai ser bom, é só um tempo a mais... Eu e ele, vamos ficar com você e... Desculpa. - Tabita chorava também.
- Não tata, não justifica! Me dá meu passaporte Caio. 
- Não, desculpa. Vai ser bom se afastar de tudo que está acontecendo no Brasil, e essa sua historia com o Luan não vai te fazer bem.
- Quem é você pra me dizer isso? 
- Seu irmão. Manu, eu falhei. Não te protegi, mas agora, eu vou fazer isso. Prometi a mãe uma vez, que se algo acontecesse com ela, eu ia cuidar de você.
- Eu TENHO 20 ANOS! NÃO PRECISO DE CUIDADOS!
- Precisa.
- Não mais, mas quando precisei, você não estava lá. Quem estava era ele.
- Eu sei, mas eu vou concertar isso.
- Não vai, não dessa forma.
- Emanuela, calma. Não vai sair...
- Não vou ficar nesse lugar nem mais um minuto... Eu vou embora, sei lá, pego um trem pra outro pais. 
- Emanuela, aqui você é menor. Você não pode viajar assim.
- CALA A BOCA CAIO! - Dizendo isso, Emanuela correu porta a fora e entrou no seu quarto, ao lado. Trancou a porta e rapidamente procurou uma roupa mais quente, estava frio lá fora. Tirou seu vestido, chorando, e vestiu uma calça jeans e uma blusa lisa branca, com uma de moletom por cima e calçou seu all star preferido. Colocou o capuz no rosto e saiu pegando seu celular somente e batendo a porta. Olhou e não tinha ninguém no corredor. Pegou o elevador e desceu. Um homem da recepção trombou com ela quando ela saiu correndo pelo saguão e murmurou qualquer coisa em francês que ela achava que seria algo como " Está tudo bem? " por que mais cedo, Caiu havia conversando com um amigo francês e traduziu a conversa pra ela, que ficou sem entender nada. Quando saiu na rua, sentiu a brisa tocando seu rosto. Aquela sensação tão conhecida de liberdade que o vento lhe trás aflorou, mas com ela também veio a sensação de solidão, medo. Pegou o celular no bolso e começou a discar primeiro o código do Brasil e em seguida o numero de Luan e apertou pra ligar. Demorou, mas atenderam.
- Manu?
- Luan... - Ela disse chorando.
- Não, é a Dagmar. O Luan está no palco. Mas está tudo bem querida?
- Oi Dagmar. Pede pra ele me ligar por favor?
- Peço. Peço sim.
- Obrigado Dag.
- De nada querida. 
- Tchau.
- Tchau.

Narrado por Emanuela. 

Desliguei o telefone e fiquei andando, olhando aquela linda cidade. Olhei o relógio e era uma horas da manhã. Contando com o fuso horário, Luan tinha entrado cedo no palco. Andei sem direção, por mais um tempo. No fundo, não queria acreditar e me perdia em pensamentos. Meu celular tocou, era Luan. Atendi rápido, começando a chorar mais forte.
- Lu...
- Manu, o que houve?
- Lu, você não tem noção Lu, me ajuda por favor! Caio não vai me deixar voltar e ele quer que eu fiquei aqui, eu nem sei por quanto tempo... Eu estou desesperado. Ele pegou meu passaporte, e sem ele, eu nem daqui saio Luan! - Luan ficou em silencio e eu continuei. - Meu Deus, só queria seu abraço. Até parece que você sabia quando s... - Minha ficha caiu e eu parei por longos segundo e meu choro cessou pelo susto que levei. - Você... sabia?

Amooores, postando. Desculpa pela demora, prometo que vou pegar firme aqui agora. Desculpa mesmo. Beijoooos ;* Nem vou pedir comentário pra compensar ok? Mas me digam o que estão achando por favor.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Capitulo 46

Luan voltou pro seu carro e seguiu sem rumo por horas, com lagrimas nos olhos. Ele se perguntava uma unica coisa: " O que será de mim agora? O que será dela? ". De outro lado estava Emanuela, sentada na poltrona do avião em direção a França. Ela se perguntava o por que da reação de Luan no aeroporto. Seu coração estava apertado, e ela se perguntava o motivo. Depois de longas horas de viagem, ela aterrisou na França, mas precisamente em Paris. O tempo, ali passou devagar. Caio liberou dinheiro para elas fazerem compras, e Tabita e Emanuela partiram para aquele paraiso. Fazia cinco que eles estavam lá, quando Caio saiu um pouco da empresa com quem ele assinaria um contrato e disse que iam jantar. Foram a um restaurante famoso da cidade, os três. Comeram, em silencio. Emanuela tentava puxar assunto, mas Caio e Tabita não colaboravam. Quando todos estavam satisfeitos, Caio se manifestou.
- Manu, a gente quer falar com você.
Ela apoiou as mãos na mesa e disse com um sorriso.
- Podem falar.
- Você? - Tabita perguntou.
- Pode ser. Bom, Manu, eu e a Tabita, estamos juntos.
- Juntos? - Ela assustou.
- É, namorando. - Tabita confirmou.
Ela ficou olhando por alguns segundos para os dois, sem demostrar nenhuma expressão.
- Eai?
- Eai o que?
- O que você acha? - Tabita perguntou.
- O que eu acho? Vocês não ligam para minha opinião mesmo. - Emanuela disse levantando da mesa.
- Manu! - Tabita exclamou levantando, mas Caio a segurou pelo braço.
- Deixa ela. 
- Mas...
- Ela vai aceitar, é só dá um tempo pra ela.
Eles ficaram olhando Emanuela sair do restaurante. Manu saiu correndo de lá. Ela não queria aceitar aquilo, era meio que egoismo. Tabita era sua amiga, e Caio seu irmão. SEUS. Cresceu com eles, e não conseguia os imaginar se beijando ou até mesmo na mesma cama, fazendo coisas que ela não queria imaginar. Foi andando sem rumo, pensando em Luan. Queria ela perto dela.

Caminhou por horas, até voltar ao hotel. Ao passar pelo seu corredor, viu a porta do quarto do irmão entre aberta. Caminhou devagar, sem deixar eles lhe verem. Os dois conversavam, alto.
- Caio, se acha mesmo que isso dá certo?
- Tem que dar amor.
- Mas ela não vai gostar.
- Eu sei, mas é o melhor pra ela, por um tempo, ficar longe de tudo que está acontecendo lá.
- Eu não sei.
- Mas você concordou.
- Eu sei, mas sinto que estou traindo ela.
- Amor, é só pelo bem dela. Só quero o bem dela.
- Mas e quando você vai contar?
- Vou na imobiliária amanhã. Dai, depois que arrumar uma casa, conto.
Entrei no quarto apressada.
- Contar o que Caio? Fala agora!

Amoooores, posto mais depois de comentários...

domingo, 15 de abril de 2012

Capitulo 45

Os dois dias passaram rápidos e não demorou muito para eles irem até o aeroporto. Luan só poderia os acompanhar até o aeroporto de Londrina, onde pegariam o voo até São Paulo. Nesses dois dias, Luan esteve o mais perto possível dela. Ele iria viajar, mas cancelou sua viagem até Campo Grande para eles aproveitarem mais um tempo juntos. O coração dela estava apertado, como nunca. E o de Luan também, mas ele sabia o motivo, e isso o angustiava. Um dia antes dessa viagem ele levou ela para uma pousada, e eles, ali se amaram, como se fosse a ultima vez. No dia seguinte eles voltaram para Londrina e ele a acompanhou no aeroporto. Era bem calmo, então não teria problema. Antes dela entrar no avião, foi se despedir dele e ele a beijou, ali mesmo. Emanuela sentiu novamente naquele beijo um clima de despedida. Ele lhe abraçou forte e deixou umas agrimas caírem.
- O que foi? - Ela disse acariciando seus cabelos.
- Eu vou sentir sua falta, só isso. - Mentiu.
- Não quero ir.
- Eu sei, mas vai ser bom.
- Deixa eu ficar com você?
- Não dá meu amor, não posso te expor, não agora. Mas eu prometo...
- Promete o que?
- Que um dia eu te levo comigo, sem precisar voltar, e ninguém vai te impedir de ir, para onde quiser.
- Não entendi.
- Eu sei, não liga para mim, eu sou maluco, você sabe disso.
- Manu, vamos? - Caio e Tabita pararam ao meu lado e de Luan.
- Posso pelo menos me despedir?
- Claro. Tchau Luan. - Caio disse estendendo a mão a Luan.
- Tchau. - Percebi Luan seco.
- Desculpa. - Caio disse olhando para Luan.
Emanuela não entendeu aquilo, mas resolver não se manifestar.
- Não peça desculpas, só não faça.
- Não posso, vai ser melhor.
- Não vai ser melhor para ninguém.
- Você sabe para quem vai ser melhor. - Caio disse saindo.
Tabita olhou para Luan e o abraçou.
- Tchau.
- Tchau Tata.
- Desculpa. - Ela murmurou para ele e ele só acentiu com a cabeça.
Tabita seguiu o mesmo caminho de Caio.
- O que foi isso?
- Não foi nada. Meu amor, eu te amo, muito.
Emanuela sorriu, e como sempre não disse que o amava. Não que fosse verdade, era que não conseguia dizer essas palavras. Ele lhe beijou e depois acariciou seu rosto e limpo algumas lagrimas, e chorou também, sem saber o motivo. Devagar, foi soltando suas mãos, e elas se tocaram até não dar mais e ela já estar em uma distancia longa, indo em direção ao avião.

Amooores, e o que é em? Vish... Posto depois de comentários...